Coisas que estão fora do nosso controle

Que saudade que estava de escrever para vocês. Ultimamente a vida está tão louca que eu me pergunto “mano q q tá acontecendo?” na verdade acho que essa frase resume muito bem meus últimos meses. Eu estou em um processo em que aprendi a controlar muita coisa dentro da minha cabeça, mas ás vezes algumas delas me escapam. Me pergunto se a minha estrutura interna pode lidar com aquilo, ás vezes digo a mim mesma que sim, mas outras… bem, recuar pode ser a melhor opção. A questão é que tudo o que pode fugir do meu controle eu tento evitar 10 de 10. Mas por que? Talvez no meu caso a insegurança do que pode vir, eu odeio sentir frio na barriga, odeio sorrir do nada e apesar de ser uma pessoa sorridente, mas nesse caso me refiro a não saber a causa de risos bobos, odeio andar sobre a corda bamba e tênue que  ás vezes a vida coloca a gente, porque no fim ou a gente tem equilíbrio suficiente para andar nela, ou a gente pode cair no chão, assim tendo apenas leves escoriações ou machucados profundos. Obviamente ninguém quer se machucar não é? Afinal acho que ninguém é altamente masoquista não é? bem se sim… ehhh… me desculpa rsrs.  Mas o ponto que eu quero chegar é que pra gente aprender a ter algum controle sobre nós mesmos é preciso arriscar de pouco em pouco. A corda bamba e tênue que eu e você andamos pode nos ensinar mais sobre nós mesmos, só vamos atingir um equilíbrio se treinarmos, e isso claro, além de coragem, vai exigir força de vontade porque quando cair, vai doer, mas você pode ficar no chão ou você pode se levantar. Está tudo bem errar, só continue seguindo em frente. Tenha coragem.

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Não sei se felizmente ou infelizmente as coisas estão fora do nosso controle. Todos os dias as pessoas passam por coisas, observam e sentem. Podemos aprender ou simplesmente viver numa caixa, o que vai impedir você de experimentar coisas novas e maravilhosas por medo de se machucar, e isso é uma perda muito grande, porque essa é a chance de você tem de se conhecer um pouco melhor. A nossa vida não depende de pessoas, situações, medos, e etc, nossa vida depende do que a gente faz com tudo isso… E acredite, das piores dores e situações podem ser produzidas coisas belas, mas isso tudo depende de você. O fim de muitas coisas na nossa vida, pode ser a chance que você tanto pedia para recomeçar. Eu não sou nem uma especialista em nada, talvez me encaixe em um perfeito e monótono exemplo de vida que gostaria ter, mas a vida teve coragem suficiente de me colocar com situações que eu não queria ter vivido e não desejo a ninguém, e sim o acumulo delas quase me fizeram entrar em um curto circuito humano, o que talvez não foi ruim porque passei a ver a vida sobre outra perspectiva, a do valor que ela tem, do valor que eu tenho, e do valor que as pessoas tem. O medo de me machucar me machucava mais do que a queda em si. Quando não temos medo de machucar, a gente cai, dói, mas o levantar é bem rápido, e quanto mais a gente cai… Bem mais resistente a gente fica, o resto você já sabe…. depende de você ^^ (ahh sim kk apesar de ter me acertado com a vida ainda detesto frio na barrida e meu sorriso bobo, mas vida que segue, porque eu sei que ela vai continuar fazendo isso comigo.)

 Enjoy the life, xoxo Jess cropped-icc81cone_flor_wj-01.png 

A infelicidade pode estar ligada a insatisfação

Tirei uma folga para pensar na vida durante o feriado da páscoa e durante uma conversa com uma amiga notei como muitas vezes deixamos a gratidão de lado por não saber que existe um tempo para que as coisas aconteçam na nossa vida.

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Como assim Jess?

Bem vou tentar explicar melhor.  Quando eu era criança existiam muitas coisas que eu amava, sonhava e gostaria de fazer. Entre essas coisas as que eu mais queria fazer eram: viajar para o México e Los Angeles e aprender espanhol. Na adolescência eu gostaria de aprender japonês e coreano e viajar para São Paulo. Bem dessas coisas eu já: me formei em espanhol, estou me graduando em Letras Japonês, fiz curso de coreano e nos últimos 3 anos eu vou a São Paulo pelo menos uma vez. Mas observando bem eu nunca olhei com gratidão para essas conquistas, elas chegaram na minha vida quando eu estava querendo outras coisas, e nisso me sentia insatisfeita deixando de lado o “aproveitar o processo”. Essa insatisfação costumeira e essa falta de gratidão pode gerar uma certa infelicidade, e acaba que no fundo nós mesmos somos culpados por não valorizar aqueles desejos apenas porque não chegou naquele momento em que você queria. A questão é que eu percebi que existe toda uma preparação para que recebamos aquilo queremos. Que tipo de preparação? Pode ser uma maturidade, tempo para que você possa se dedicar, ou até mesmo condições financeiras. A questão é que ela veio no momento certo. Hoje eu quero que você pare e reflita, talvez isso tenha chegado para você no momento que você gostaria e hoje você não tem valorizado como deveria , sua insatisfação vai gerar em você uma certa infelicidade, então comece a apreciar sua conquista e olhe para sua vida com glamour. A felicidade não está nas coisas futuras, ela deve ser notada agora.

 ícone_wj-01 Enjoy the life ❤

 

Vamos falar sobre DORAMAS?

Para tudo! Porque para mim dorama é coisa séria. Sabe aquela série americana que você ama, e que gente… Saí de perto porque é minha? kkk Doramas para mim é a mesma coisa. Vamos lá, se você não conhece, doramas são “novelas” asiáticas geralmente tem de 12 a mais de 100 episódios e pode ter temporadas também. Tem de todos os gêneros. Já a algum tempo a netflix vem disponibilizando vários deles, hehe muito amor ❤

A imagem pode conter: 10 pessoas, pessoas sorrindo

No geral a maioria dos doramas que vi tem em média de 16 a 23 episódios. Com certeza trarei para o blog resenhas dos que mais gostei para indicar para vocês. Já aviso que entrar nesse mundo de dramas asiáticos é um caminho sem volta, e uma vida de etapas. Lembro que quando comecei a ver não conseguia parar, ia pesquisando na internet outros e a minha lista já passou de 100 doramas, não consigo mais ter controle da quantidade que vi. Apesar disso tenho uma outra lista com uns 200 (fica a dúvida) que ainda não vi. Escrevi uma resenha para o blog Korea Mania Br sobre as etapas e sintomas da vida de um dorameiro, e quis trazer para o Wonderland a matéria resumida para vocês! Vamos lá:

cropped-icc81cone_flor_wj-01.png Você começa por um episódio aleatório na internet,  de uma história qualquer, acha um pouco diferente o modo como eles falam e chega até ser engraçado no começo. Mas a história é tão boa que você quer ver todos os episódios de uma vez e quando termina fica meio choroso então procura outro e assim vai vendo OUTROS, quando você percebe, já não dorme mais porque precisa abastecer sua vida com as histórias dos doramas.

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cropped-icc81cone_flor_wj-01.png Quando você começa a acompanhar doramas da temporada, certamente quando sair de casa para estudar, trabalhar ou tentar ter uma vida social, você vai pensar no próximo episódio do drama que está acompanhando, e muitas vezes aquilo não vai sair da sua cabeça até você ver o que vai acontecer.

cropped-icc81cone_flor_wj-01.png Preste atenção no seu vocabulário, algumas palavras chaves e cotidiana dos dramas vão ficar martelando tanto na sua cabeça que você vai começar a falar para as pessoas, mesmo que elas não entendam (isso acontece de verdade, e você dorameiro que está lendo isso, não se finja de louco kkk). Pode acontecer até de você querer se arriscar a aprender e investir em curso de língua estrangeira.

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cropped-icc81cone_flor_wj-01.png Algo comum entre dorameiros independente do gênero sexual. Você corre o risco de nunca mais ver asiáticos como antes. Você vai olhar para eles de forma diferente, ou notá-los, coisa que antes não fazia, até mesmo poderá se sentir atraído (a). Seu gosto começa a sofrer algumas mudanças.

cropped-icc81cone_flor_wj-01.png As músicas de doramas podem acabar marcando sua vida kkk em algum momento você vai ouvir alguma música que vai amar e com certeza vai baixar. As trilhas sonoras dos dramas asiáticos são conhecidas como OST. Algumas vezes seu gosto musical muda e se você não era um fã de k-pop, pode acabar se encontrando nesse labirinto.

cropped-icc81cone_flor_wj-01.png Essa etapa… Resume-se a comida. Você pode até não curtir sushi, ser vegetariano, mas garanto que em algum momento de qualquer dorama você terá curiosidade de experimentar a comida deles. Eu mesma me tornei uma viciada em comida coreana (comida japonesa já gostava antes hehe). Já cheguei a pensar que nos doramas eles fazem mensagem subliminar sobre as comidas, porque os pratos são tão bonitos e eles comem com tanto gosto que você corre o risco de sonhar com isso!

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cropped-icc81cone_flor_wj-01.png E pra encerrar essa matéria com chave de ouro, vou falar sobre uma dor a faz parte da maioria da vida dos dorameiros: querer viajar para algum país da ásia. Vantagem: você tem certificado de proficiência para poder se virar com expressões que aprendeu nos doramas. Contra: você não tem dinheiro para viajar. Eu também não tenho kkk então podemos chorar juntos, comer lamén e ver doramas! kkkk

 

 

Feminilidade

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Oiii! Hoje nas Crônicas para a vida uma amiga de longa data veio visitar a gente! (isso mesmo hehe eu e você), com um texto lindo sobre FEMINILIDADE. Ás vezes percebo algumas distorções quanto a verdadeira identidade da mulher e minha amiga tem uma história tão bonita que quis trazer isso para compartilhar com vocês… Afinal, compartilhar experiências da vida é a melhor forma de estarmos próximos! Obrigada Cris ❤

“Feminilidade.

Cresci num contexto onde isso não me foi suficientemente apresentado, visto que em falas alheias eu absorvia coisas como: “seja homem para não precisar deles” ou “para de ser mulherzinha, levanta daí” e até “aaaaaah vai chorar que nem menina?”.

Além disso, o que estava nos planos do meu pai era um menino ok?! Eu estava fora do contexto desde antes de nascer! Então às duras penas, depois dos 20 e poucos anos, comecei a aprender o que é ser feminina (sem querer e sem saber quem deu o play).

Entendi que eu não precisava ser uma mulher cheia de “frescuras” – que era essa minha visão quando uma mulher era muito delicada – porque a feminilidade se manifesta em mim através da delicadeza ao cuidar de alguém, na beleza de me sentir realizada em uma profissão, de ser encontrada por um amor, no estilo de vida e principalmente na fé, que se aprimora de um grande discurso de Matin Luther King Jr. até no que diz as Escrituras em Atos 1:8. 

Escolhi ser feminina porque esta é a minha essência, é o que eu realmente sou. Trago em mim uma menina, uma mulher, uma guerreira, uma mãe, uma filha, uma amiga, uma irmã… Sou todas em uma só e é assim que me sinto hoje: PLENA!”

Autora: Cris

Bom amorinhos e amorinhas… Essa é a mensagem de hoje! Acredite sempre em você, se sonha em fazer algo… Coloque em prática e trabalhe duro por isso e tenha fé de que as coisas podem dar certo e são possíveis. E você mulher…. Aproveite toda a sua singularidade e sua feminilidade. Beijinhos ❤

ícone_wj-01 Jess

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Crônicas para a vida

Vivi como um anônimo por conta de um amor não correspondido

Talvez o título seja exagerado, mas eu não sou o tipo de pessoa corajosa então esse título se encaixou no que eu gostaria de expressar. Eu não tenho mania de sempre ter um amor ou ser o amor de alguém. Mas ás vezes ele nos pega. Meu ultimo amor foi bem unilateral e um pouco sofrido. Eu não gostava dele, mas os outros achavam que ele gostava de mim e as atitudes dele não correspondiam a “quero ser apenas seu amigo“; pois é… Logo eu, me iludi. O erro foi meu. Apesar de no fundo querer ter apenas sentimentos de amiga meu coração queria mais. Tive que falar o que sentia… Não muito surpresa por ter ficado na “Friend zone”.

Mas passei a viver querendo me esconder, porque sentia vergonha. Vivia nos corredores do subsolo da universidade, indo ao restaurante universitário em horários que não batessem com os horários que eu poderia encontra-lo ou ver meus colegas de curso. Era vergonhoso, me sentia culpada mesmo não tendo culpa de nada, virei refém da minha falta de bom senso, infantilidade e covardia. Não queria encarar um coração quebrado novamente, eu só queria perder a memória e esquecer aquele sentimento, aquele garoto e todos que algum dia me causaram algum tipo de sofrimento. Isso na minha cabeça que parecia não funcionar bem.

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Vivi como anônima mais de um ano. Para piorar vi não fazia diferença nem uma eu ter me afastado das pessoas, percebi que dava menos trabalho viver daquele jeito, anônimo. Mas a situação não era boa porque meu coração se sentia machucado. A falta de encarar a situação, meus sentimentos e tudo aquilo, me impedia de ser feliz de verdade.

Com o tempo aprendi que encarar a dor e resolvê-la, é um começo para aprender mais sobre si. Encarar não é viver na dor nem se deprimir. É chorar o que precisar, respirar e erguer a cabeça. Perdoar se necessário e esquecer, no sentindo de seguir em frente, e entender que pessoas vão passar pela nossa vida e deixar muita saudade, mas que não eram  estas as que permanecem e liberá-las cada uma, para que novas pessoas possam chegar e entre elas algumas que fiquem para sempre.

Ser um anônimo, viver refém das próprias dores, não encará-las é a pior coisa que você pode fazer consigo, porque você mesmo está se impedindo de crescer e amadurecer, de deixar a felicidade chegar.

A vida tem muito a nos oferecer, sorrisos verdadeiros, momentos inesquecíveis e únicos, mas nós devemos estar dispostos a vivê-la. Temos que aproveitar todos os dias e todos os momentos, construir e ás vezes desconstruir. Aprender mais sobre si, encarar a nós mesmos, nos analizar, aprender a amar nosso jeito e corrigir algumas coisas. Ver o que realmente merece nossas intensidades e excluir aquilo que nos faz mal. Essa é a resenha de hoje!

P.S: kkk eu não ando mais no subsolo e cobrindo o rosto me escondendo. ^^

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